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AÇUCAR BRANCO/ AÇUCAR MASCAVO/ AÇUCAR DEMERA / ADOÇANTES ARTIFICIAIS OU MEL.
QUAL ESCOLHER

GERAL: Usar a menor quantidade possível de adoçantes naturais ou artificiais ao dia. Procure usar em seu cardápio diário sucos, frutas ou preparações que não necessitam de muita quantidade de adoçantes . Para preparar sobremesas e bolos use as frutas doces como a banana e as frutas secas que tem alto poder de adocicar, ou também o açúcar mascavo, mel melado ou açúcar demerara , fugindo cada vez mais do açúcar branco.
Caso você opte escolher adoçantes sintéticos, artificiais ou naturais, veja as recomendações de acordo com o seu perfil.

PARA CRIANÇAS E GESTANTES:
Procure no mercado sucos de frutas sem adoçantes nenhum, onde a própria fruta exerce a função de adoçar o suco. Use sucos naturais que não necessitem de açucares como : melancia, manga, mamão, banana, maçã, água de coco, laranja, melão. Estes são ótimas opções ,pois as crianças adoram e recebem todas as vitaminas e propriedades antioxidantes presentes nas frutas. Os sucos naturais previnem doenças, trabalham o metabolismo aumentando sua atividade e aceleram o transito intestinal.
Para adoçar iogurtes – Recomendo compre os naturais desnatados ou integrais e adoce com mel e misture as frutas picadas. Os iogurtes com sabores já vem com muito açúcar ou adoçantes, com conservantes e corantes , e aromas de frutas artificiais.
Para adoçar sucos de limão, maracujá, para bolos, shakes, etc… Utilize mel,melado, açúcar mascavo ou demerara. No caso de sucos claros o açúcar demerara é a melhor opção pois não escurece e o sabor fica agradável.
Se você se vêr em um beco sem saída, diet ou açúcar branco ,prefira para sua criança o açúcar branco , mesmo sendo ruim é menos artificial e menos contra indicado para crianças e gestantes do que os adoçantes.

GESTANTES OU CRIANÇAS DIABÉTICAS OU ACIMA DO PESO:
Use adoçantes naturais a base de Stevia ou Sucralose.

PARA ATLETAS OU PESSOAS COM ALTO APORTE CALÓRICO NA DIETA.
Use mel, melado ou açúcar mascavo, que são os açucares mais naturais e por conterem vitaminas e minerais em sua combinação proporcionam um balanço energético ideal.

PARA PESSOAS EM DIETA DE EMAGRECIMENTO OU COM TENDENCIA A ENGORDAR.
Use adoçantes naturais a base de stevia ou se optar pelo sintético , a sucralose.

NOMES DE ADOCANTES ARTIFICIAIS EM ROTULOS:
Um cuidado que temos que tomar ao escolher um produto zero açúcar nas prateleiras e comprar para o seu bebe que não ingere açúcares ainda. A maioria dos produtos zero açúcares contem adoçantes artificiais e não devem ser consumidos por crianças. Veja a seguir os nomes e as diferenças dos adoçantes

Os Adoçantes Naturais e Sintéticos
Os adoçantes dietéticos são, em sua maioria, compostos a partir de substâncias não calóricas, naturais ou sintéticas, conhecidas como edulcorantes.
Ciclamato, sacarinas e aspartame são exemplos de adoçantes sintéticos. Estévia, frutose e sorbitol são exemplos de adoçantes naturais. Além da diferença entre naturais e sintéticos, eles ainda podem ser classificados como adoçantes calóricos ou não calóricos.
Embora eu seja contra o uso de substâncias sintéticas (sejam elas adoçantes, corantes ou flavorizantes, etc.), existem pessoas e casos, como o dos diabéticos, onde o consumo consciente de adoçantes é a melhor solução. Assim, estar bem informado sobre como utilizar os adoçantes prejudicando o mínimo sua saúde, é o dever de todos.
Dentro das dosagens permitidas, essas substâncias ainda são uma opção bem mais saudável para o paciente diabético do que o açúcar. Suas particularidades começam na classificação em dois grupos principais: os calóricas e os não calóricos.
Os edulcorantes calóricos são mais utilizados para diluir ou dar textura ao adoçante ou ao alimento dietético, do que propriamente adoçar o produto.
É bom saber que o consumo excessivo de produtos contendo edulcorantes calóricos pode provocar elevação na taxa glicêmica ou diarréia. Por isso, olho nos rótulos.
A frutose e o sorbitol são os edulcorantes calóricos mais conhecidos pelos diabéticos e podem ser consumidos desde que estejam dentro da recomendação médica. Mas o paciente precisa estar bem compensado e saber que eles vão trazer mais calorias às suas refeições.
É um erro comum pensar que esses alimentos podem ser comidos à vontade, só porque são dietéticos. Aliás, comer compulsivamente produtos diet ou se exceder nas doses dos adoçantes, é um verdadeiro risco à saúde.
Edulcorantes não calóricos
Sacarinas (sódica ou cálcica) – Primeira substância adoçante sintética a ser descoberta (1878), tem poder adoçante 500 vezes maior do que a sacarose. Em altas concentrações deixa sabor residual amargo. Fácil solubilidade em água e termo-estável.
Ciclamato – Descoberto em 1939, só entrou no mercado a partir da década de 50. Como a sacarina, é outro edulcorante artificial largamente usado no setor alimentício, sendo aplicado em adoçantes de mesa, bebidas dietéticas, geléias, sorvetes, gelatinas etc. Menor poder adoçante, é 40 vezes mais doce que a sacarose. Estável diante de altas temperaturas e meios ácidos.
Acesulfame-k – Criado em 1960, é o adoçante sintético que mais resiste ao armazenamento prolongado e a diferentes temperaturas. Adoça 200 vezes mais que a sacarose. Pode ser usado como adoçante de mesa e numa infinidade de produtos.
Stevia Rebaudiana – Descoberta em 1905 e muito difundida no Japão, esta planta é originária da fronteira do Brasil com o Paraguai. Das suas folhas se extrai o steviosídeo, edulcorante natural de sabor doce retardado e com poder adoçante 300 vezes maior do que a sacarose. Tem boa estabilidade em altas ou baixas temperaturas. Pode ser consumida sem nenhuma contra-indicação por qualquer pessoa. Não produz cáries, não é calórica, não é tóxica, fermentável ou metabolizada pelo organismo.
Sucralose – Descoberta em 1976, esta substância acaba de ser aprovada pela Administração de Drogas e Alimentos (FDA), dos EUA. Trata-se de um edulcorante sintético com poder e que que pode ser uti adoçante 600 vezes maior do que a sacarose. Não é calórico e possui sabor agradável. É termo-estável e resistente a longos períodos de armazenamento. Pode ser usada como adoçante de mesa, em formulações secas (como refrescos e sobremesas instantâneas), em aromatizantes, conservantes, temperos, molhos prontos, compotas, etc. É indicado para gestantes, lactentes e crianças.
Aspartame (por seu elevado poder de adoçar, apesar de calórico, na dosagem recomendada tem baixa ação calórica) – Edulcorante artificial descoberto em 1965. Possui sabor agradável e semelhante ao açúcar branco, só que com potencial adoçante 200 vezes maior, permitindo o uso de pequenas quantidades. Seu valor energético corresponde a 4 calorias/grama. Muito usado pela indústria alimentícia, principalmente nos refrigerantes diet. Sensível ao calor, perde o seu poder de adoçamento em altas temperaturas. A doçura também poderá diminuir quando armazenado por muito tempo. É contra-indicado para pessoas portadoras de fenilcetonúria, uma doença genética rara, que provoca o acúmulo da fenilalanina no organismo, causando retardo mental. É contra indicado para gestantes, lactentes e crianças e seu uso em excesso esta sendo apontado como causador de doenças.
Edulcorantes calóricos
Sorbitol – Naturalmente presente em algumas frutas como a ameixa, cereja, maçã e pêssego, algas marinhas etc. Tem o poder edulcorante igual ao da sacarose e similar ao da glicose, não sendo aconselhável a pacientes obesos e diabéticos mal controlados. Calórico, fornece 4 calorias/grama e ao ser absorvido se transforma em frutose no organismo. A frutose é transformada em glicose no fígado, mas como o processo é lento, não altera significativamente a glicemia. Não provoca cáries, não é tóxico e resiste, sem perder seu potencial adoçante, aos processos de aquecimento, evaporação e cozimento.
Alerta: doses acima de 20 a 30 g/dia têm efeito diurético e acima de 30 a 70 g/dia provocam diarréia, em algumas pessoas esses efeitos ocorrem mesmo em doses baixas, como 10 g/dia. O sorbitol, assim como o manitol e o xilitol, aumentam a perda de minerais pelo organismo, principalmente o cálcio, podendo também provocar a formação de cálculos.
Manitol – Presente nos vegetais, trata-se de um adoçante natural com valor calórico de 4 calorias/grama, poder adoçante 70% superior ao da sacarose e um sabor levemente adocicado e refrescante. Não produz fermentação no organismo, mas provoca um significativo efeito laxante quando ingerido em doses elevadas. Quando absorvido pelo organismo estimula a secreção de insulina ao ser parcialmente convertido em glicose, porém não causa hiperglicemia. A OMS (Organização Mundial de Saúde) estabelece uma dose diária máxima de 50 a 150 mg/kg de peso corpóreo.
Xilitol – Fornece 4 calorias/grama e sabor semelhante ao da sacarose, apresentando uma sensação refrescante na saliva, que aumenta quando associado ao aroma de menta. É considerado um dos melhores preventivos contra cáries. Precaução: doses acima de 30 g/dia podem provocar diarréia quando consumido pela primeira vez.
Frutose – extraída do açúcar das frutas é um edulcorante natural e de sabor agradável. É importante o diabético estar bem compensado para usar produtos à base de frutose, já que ela é calórica. Tem poder de adoçamento 173 vezes maior que a sacarose. Excesso de frutose pode causar aumento de triglicérides e pessoas com problemas no metabolismo de lipídios e gorduras devem evitar o consumo desse edulcorante. Estudos comprovam que o uso por tempo prolongado dificulta a absorção do cobre, mineral importante na síntese da hemoglobina (responsável pela pigmentação dos glóbulos vermelhos)
Lactose – açúcar extraído do leite, costuma ser muito usado como diluente nos adoçantes de mesa. Fornece 4 calorias/grama e precisa da presença de insulina para ser metabolizado no organismo. Seu potencial edulcorante é cerca de 15 % maior que a sacarose.
Malto dextrina – açúcar extraído do milho, também muito usado como diluente nos adoçantes artificiais. Como a lactose, é insulino-dependente e tem 4 calorias/grama, sendo cerca de 50% mais doce que a sacarose.
Dextrose – outro açúcar derivado do milho com ampla aplicação na indústria alimentícia. Sua doçura é cerca de 70% maior que a da sacarose. Possui 4 calorias/grama e também necessita insulina para sua metabolização.
Com essas informações, vocês poderão selecionar, junto com o médico ou nutricionista , os adoçantes que mais lhe pareçam adequados